Selo usado por rei bíblico de 2.300 anos é encontrado em Israel

22 Dez

Selo usado por rei bíblico de 2.300 anos é encontrado em Israel

O professor da Universidade Ben-Gurion (BGU), do Negev, em Israel, Yigal Ronen, comprou um selo em um mercado beduíno em Beersheba há cerca de cinquenta anos atrás, agora pesquisadores descobriram que é o selo mais antigo descoberto de Israel, cerca de 2.300 anos atrás, tendo sido usado na época do rei Jeroboão II.

Ronen se deparou no mercado com um material oval e um selo impresso com a figura de um leão rugindo. O vendedor não soube explicar de onde vinha este selo, mas concordou em vender ao professor por apenas 10 ciclos antigos, mas ele nem imaginava que estava levando para casa um objeto tão antigo.

Ele notou que no selo adquirido estava escrito acima e abaixo do tecido a palavra “ouvir”, que se assemelhava com o famoso selo de Megiddo, escrito com as palavras “ouvir Abed Yerba’m”. Este selo foi encontrado em 1904, e foi o maior selo hebraico já descoberto.

Ronen achou que o selo não era original e antigo, pois ele havia pagado muito barato no mercado, mas mesmo assim ele resolveu arriscar e a entregou aos pesquisadores da área para analisar a procedência do selo.

Quando os pesquisadores autenticaram o selo, comprovaram que também poderia ser um selo real, de menor valor, usado por funcionários do rei. Os testes foram realizados com a parceria da BGU, do Geological Survey of Jerusalem e da Autoridade de Antiguidades de Israel.

Os professores Eliezer Oren e Shmuel Ahituv, do BGU, também participaram da pesquisa, incluindo o Dr. Avner Ayalon e a Dra. Miryam Bar-mAtthews do Geological Pesquisa de Jerusalém e o Dr. Orit Shamir da Autoridade de Antiguidades.

Foi descoberto que o selo foi selado em um pano de linha quando estava relativamente seco e foi fixado em uma temperatura de cerca de 750 graus celsius. Os testes laboratoriais apontaram que os materiais encontrados no selo equivalem as áreas da baixa galileia e nos vales de Jezreel e Beit She’na.

A família de Ronen entregou o selo à Autoridade de Antiguidades, depois da descoberta e ele será exposto no Museu de Israel. Um artigo também será publicado para este selo na revista Eretz Yisrael e futuramente no Israel Exploration Journal, em inglês, informou o The Jerusalem Post.